História da coleta seletiva (PEV) no Campo Redondo



A problemática do lixo sempre foi uma preocupação para a comunidade, especialmente para a escola municipal Bruno Fonseca Pinto. Na ausência de coleta regular pela prefeitura, era comum a queima ou o descarte inadequado dos resíduos, gerando impactos negativos no ambiente e na saúde dos moradores.

Desde a década de 1990 a escola adotou a educação ambiental como uma de suas prioridades, a partir de 2013, por iniciativa da professora Cláudia Monteggia Varela, a escola reforçou os projetos de educação ambiental e iniciou a coleta seletiva, envolvendo ainda mais os alunos na limpeza das ruas e córregos e na reflexão sobre o descarte correto dos resíduos. Com o apoio do arquiteto Rogério Freitas Varela, foi estruturado um espaço provisório para receber e triar os materiais recicláveis trazidos pela comunidade.

Desde então, professoras voluntárias da escola municipal (Cristina, Rita, Rose, Gabriela e Regina) assumiram a gestão desse Ponto de Entrega Voluntária (PEV), enfrentando desafios como a falta de infraestrutura adequada e a exposição dos materiais às intempéries. Apesar das dificuldades, o PEV vem cumprindo um importante papel na educação ambiental das novas gerações e na redução dos impactos negativos do lixo no bairro.

O tema da reciclagem também passou a ser abordado nas apresentações anuais de teatro da escola, contribuindo para sensibilizar e mobilizar toda a comunidade em torno da causa socioambiental.

O material já separado é vendido para uma usina de reciclagem de Passa Quatro que vem buscar aqui no bairro.Os recursos alcançado com essa venda são aplicados em educação ambiental e também na horta ao lado da escola que serve como um ensinamento que é possível cultivar sem o uso de agrotóxicos “Abraçar essa ideia e esse trabalho não é fácil, mas é muito gratificante”, relata as professoras. 

Hoje ele ainda é realizado de forma voluntária pelas mesmas  que encontram algumas horas semanais para deixar tudo limpo e envolver novos colaboradores nessa grande missão , separado em bags e organizando em baias para facilitar o carregamento do caminhão que leva o material reciclável para Passa Quatro. “Uma cena que nos deixa imundas pelo trabalho pesado, mas muito felizes!” 

Projeto de reforma e ampliação do PEV:​

Objetivos:

1. Melhoria da Infraestrutura:

Reforma e ampliação do PEV com construção de piso de concreto, redes elétrica e hidráulica, e aquisição de equipamentos de triagem e armazenamento.

Construção de sistema de base e escoamento de água para evitar umidade e lama.

Instalação de iluminação e tomadas para atividades noturnas de triagem e prensagem.

Aquisição e instalação de prensa hidráulica para otimizar o armazenamento e transporte dos materiais recicláveis.

2. Segurança e Adequação do Ambiente:

Implementação de sistema de monitoramento por câmeras para evitar vandalismo, despejo irregular e furtos.

Serviços de capina e limpeza do terreno para aumentar a segurança.

Instalação de câmeras de segurança e iluminação eficiente na área do PEV e seu entorno.

3. Educação Ambiental:

Desenvolvimento de um programa continuado de educação ambiental para a comunidade.

Instalação de placas e distribuição de materiais informativos sobre coleta seletiva e reciclagem.

Criação de materiais didáticos sobre reciclagem e preservação ambiental.

4. Aumento da Coleta e Qualidade dos Materiais Recicláveis:

Aumento do volume e qualidade dos materiais recicláveis coletados.

Busca de parcerias para reciclagem de materiais como vidro e embalagens longa vida, visando agregar valor e gerar renda.

5. Engajamento da Comunidade:

Fomento da participação comunitária na gestão do PEV através de processos participativos, mutirões de limpeza e oficinas de reciclagem.

6. Preservação Ambiental:

Contribuição para a qualidade dos recursos hídricos e conservação da biodiversidade na região.

Estabelecimento de parcerias estratégicas com instituições de ensino e pesquisa para acompanhamento técnico do projeto e avaliação de impactos.

Introdução do projeto

O Centro Comunitário do Campo Redondo apresenta o projeto de reforma e revitalização do Ponto de Entrega Voluntária (PEV) de resíduos recicláveis, uma iniciativa de grande relevância socioambiental para a comunidade rural e seu entorno. O projeto busca aprimorar a estrutura física do PEV, ampliar sua capacidade de recebimento e triagem de resíduos, promover a educação ambiental e a segurança dos moradores, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida local.

Diagnóstico e justificativa

O Campo Redondo, comunidade rural do município de Itamonte-MG, enfrenta desafios relacionados à gestão adequada dos resíduos sólidos. A ausência de coleta seletiva regular e a falta de infraestrutura para a destinação apropriada dos materiais recicláveis levam a práticas prejudiciais ao meio ambiente, como a queima e o descarte inadequado de lixo. Essa realidade compromete a saúde da população, polui os solos e as águas, especialmente o Rio Aiuruoca, e contribui para a degradação das áreas naturais protegidas do entorno.

Hoje enfrentamos algumas dificuldades  urgentes no PEV como: o chão de terra que acumula água da chuva, muitas goteiras no telhado, a falta de uma prensa e a falta de instalação elétrica no local de trabalho,falta de iluminação adequada na área interna e externa,dificuldade de acesso, proliferação de insetos,dificuldades da comunidade em saber o que é ou não reciclável e o quanto esse projeto é importante para toda a região.

Diante desse contexto, o Centro Comunitário do Campo Redondo, em parceria com as escolas locais e o envolvimento ativo da comunidade, idealizou o projeto de revitalização do PEV. A iniciativa visa transformar o espaço em um centro de referência em educação ambiental, triagem e destinação adequada de resíduos recicláveis, fomentando a mudança de comportamento da população e promovendo benefícios sociais, ambientais e econômicos duradouros, o que se torna ainda mais relevante considerando que estamos localizados em uma Área de Proteção Ambiental (APA) da Mantiqueira  e no entorno de duas importantes áreas de conservação ambiental: Parque nacional do Itatiaia e Parque da Serra do Papagaio


Público-alvo

O projeto beneficiará diretamente cerca de 900 pessoas da comunidade do Campo Redondo e região, incluindo:

– Moradores de todas as faixas etárias, com ênfase nas crianças, jovens e idosos;

– Alunos, professores e funcionários das escolas locais;

– Agricultores familiares e produtores rurais;

– Comerciantes e empreendedores locais;

– Turistas e visitantes que frequentam a região.

De forma indireta, o projeto impactará positivamente toda a população do município de Itamonte e entorno, contribuindo para a melhoria dos indicadores de sustentabilidade e qualidade de vida.

Resultados esperados

– PEV reformado e ampliado, com infraestrutura adequada para a triagem e armazenamento de pelo menos 8 toneladas mensais de resíduos recicláveis;

– Aumento de 60% no volume de resíduos recicláveis coletados e destinados adequadamente, em comparação com o cenário anterior ao projeto;

– Pelo menos 70% da população local sensibilizada e engajada na prática da coleta seletiva e da reciclagem;

– Redução significativa dos pontos de descarte irregular de resíduos e da prática de queima de lixo na comunidade;

– Melhoria comprovada da qualidade da água do Rio Aiuruoca e da conservação da biodiversidade nas áreas protegidas do entorno;

-Aumento da sensação de segurança da população ao utilizar o PEV, devido às melhorias na iluminação,na facilidade de acesso, na organização do espaço e no controle de acesso, inibindo a ocorrência de furtos e a presença de animais peçonhentos e vetores de doenças;

– Estabelecimento de uma rede de parceiros institucionais e comunitários comprometidos com a sustentabilidade do projeto a longo prazo.

– Buscar parcerias futuras para capacitar moradores em técnicas de artesanato e ecodesign a partir de materiais reciclados,gerando trabalho e renda para a população.

Sustentabilidade e replicabilidade

A sustentabilidade do projeto será assegurada por meio de diversas estratégias complementares:

– Forte envolvimento e participação da comunidade em todas as etapas do projeto, desde o planejamento até a execução e avaliação, garantindo a apropriação e o comprometimento coletivo com a iniciativa;

– Geração de receitas a partir do aumento da comercialização dos materiais recicláveis triados, contribuindo para a manutenção e o aprimoramento das atividades do PEV;

-Parcerias duradouras com o poder público, instituições de ensino e pesquisa, ONGs e outros atores relevantes, que possam contribuir com recursos técnicos, financeiros e humanos para a continuidade do projeto;

– Transparência e prestação de contas periódica para a comunidade e os parceiros envolvidos, fortalecendo a confiança e a credibilidade da iniciativa;

– Desenvolvimento de um plano de negócios e captação de recursos que permita a diversificação das fontes de financiamento, incluindo a possibilidade de remuneração pelos serviços ambientais prestados;

– Constante inovação e aprimoramento dos processos e produtos relacionados à coleta seletiva e reciclagem, buscando aumentar a eficiência, a qualidade e a rentabilidade do empreendimento.

– Capacitação continuada dos gestores, catadores e voluntários envolvidos na operação do PEV, visando a autonomia e a qualidade dos serviços prestados;

Além disso, o projeto tem grande potencial de replicabilidade em outras comunidades rurais e urbanas que enfrentam desafios similares na gestão de resíduos sólidos. A experiência do Campo Redondo será sistematizada e divulgada por meio de publicações, eventos e intercâmbios, inspirando e orientando outras iniciativas de promoção da sustentabilidade e da economia circular.

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